O mercado de defensivos agrícolas na América Latina

A América Latina representa um conjunto de mercados altamente diversificado para defensivos químicos e biológicos, representando aproximadamente 25% do mercado total global.

A América Latina representa um conjunto de mercados altamente diversificado para defensivos químicos e biológicos, representando aproximadamente 25% do mercado total global. É ainda um mercado em expansão com múltiplas oportunidades em todos os segmentos do agronegócio. Acessar tal mercado requer conhecimento do arcabouço regulatório e processos para a obtenção do devido registro país a país.

Mercado de Defensivos Agrícolas na América Latina
Relevância de Mercado
O mercado de produtos para proteção de plantas na América Latina possui um valor aproximado de USD 20 bilhões em uma estimativa livre para 2019, porém não existem dados disponíveis fora das empresas do setor que indiquem de forma transparente o valor exato de mercado em cada um dos países. O mercado crescente da América Latina é extremamente sensível a influência cambial fazendo com que o valor de mercado oscile significativamente dependendo dos fatores políticos e econômicos. O Brasil é, de longe, o maior mercado da região, representando aproximadamente 60% do valor total do mercado. Além do elevado valor, a região ainda tem o maior potencial de  expansão agrícola, representando aproximadamente 40% da área disponível para agricultura no mundo.

Dos 34 países que fazem parte da região, consideramos que 15 apresentam potencial relevante de desenvolvimento para o mercado de defensivos. Para uma melhor avaliação, separamos o mercado em mesorregiões, da seguinte forma:

Entendemos que a grande oportunidade para o mercado de defensivos agrícolas está na elevada diversificação de cultivos, permitido maior possibilidades de registro em diversas culturas e alvos biológicos.

Tal diversificação permite uma melhor distribuição das vendas durante o ciclo agrícola, reduzindo riscos econômicos, a situação de mercado de cada cultivo  e país isoladamente, além dos riscos climáticos.

ArenaAgri acredita que uma diversificação eficiente de registros deva ser composta pelos seguintes cultivos específicos a fim de ampliar as possibilidades de acesso:

 

É fundamental conhecer a situação de cada mercado para posicionar a melhor estratégia de registro

É importante mencionar que a região América Latina é grande exportadora de vários produtos agrícolas, sendo que é fundamental conhecer a situação de cada mercado para posicionar a melhor estratégia de registro para os defensivos agrícolas e seus limites de resíduo. Os principais produtos agrícolas exportados são soja, milho, algodão, açúcar, suco de laranja, café, banana, ornamentais, cacau, uva, maçã e outras frutas. Os principais importadores estão distribuídos entre os continentes Ásia, Europa e Oriente Médio e Estados Unidos.

Processo de Registro

Para se ter acesso ao mercado é necessário registrar os defensivos agrícolas sob a ótica de cada legislação nacional.

O processo se inicia com através de uma solicitação da empresa por um Registro Especial de Teste (RET) que permite à empresa solicitante efetuar os testes necessários para as etapas subsequentes.

No Brasil o defensivo agrícola deve passar pela avaliação de três órgãos: MAPA, IBAMA e ANVISA. São necessários vários anos para a obtenção de uma molécula de um defensivo agrícola.

O período envolve desde sua descoberta até a aprovação para comercialização.

Cada um desses órgãos realiza um determinado tipo de avaliação do produto, de modo independente do outro. Cabe ao MAPA avaliar a eficiência e o potencial de uso na agricultura. Ao IBAMA é atribuída a avaliação ambiental, no qual é avaliado o potencial poluidor do produto. Já a ANVISA realiza a avaliação toxicológica do defensivo, determinando em quais condições o seu uso é seguro.

Após as aprovações nessas três esferas federais, a empresa deverá solicitar o registro em cada um dos estados onde o produto será comercializado. Nessa etapa serão registrados o rótulo do produto, a bula de uso e a emissão do  cadastro de registro.

De uma maneira geral em todos os países da América Latina, as regras de registro seguem o mesmo padrão, porém com particularidades nos processos de cada país, fazendo com que o tempo para a obtenção do registro seja variável.  Os países do Cone Sul, tem, em média, 2 anos para obtenção do registro. Na região Andina, os registros podem levar de 2 a 3 anos, sendo que na Região México e AC, os prazos têm aumentado, podendo chegar a 4-5 anos. Logicamente, estes prazos são resultados de observações e, dependem do número de cultivos e alvos biológicos, além do tipo de produto.

Para informações mais precisas, é necessário ter uma consultoria local para detalhar atividades, requerimentos, prazos e custos.

Mercado oferece ampla gama de cultivos relevantes para os mercados locais e para exportação.

Conclusão

Com uma área plantada expressiva e elevado potencial de expansão, sob condições tropicais e mais de uma safra por ano (dependendo da região), o potencial de mercado para as empresas de defensivos agrícolas é relevante. Existem desafios na área regulatória (tempo de registro no Brasil) e existem grandes oportunidades devido a importância destes insumos para a produção agrícola sustentável na Região.

 

 

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Escrito por

Mérieux NutriSciences

Como parte do Institut Mérieux, a Mérieux NutriSciences é um dos maiores grupos de laboratórios do mundo e se dedica a proteger a saúde dos consumidores, oferecendo uma vasta gama de serviços de análises laboratoriais às empresas e indústrias.

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