Danos ambientais e sustentabilidade: Como contribuir?

O caminho para uma vida em sociedade pautada no pilar da sustentabilidade passa pelo entendimento sobre o que é impacto ambiental e como evitar que se torne um dano.

O CONAMA – Conselho Nacional do Meio Ambiente (Resolução N.º 001/86) diz que –  “qualquer alteração das propriedades físicas, químicas e biológicas do meio ambiente, causada por qualquer forma de matéria ou energia resultante das atividades humanas que, direta ou indiretamente afetam: a saúde, a segurança e o bem-estar da população;” entre outros, se caracterizam como impacto ambiental.

Impacto ambiental não é a mesma coisa que dano ambiental. Nesse caso impacto se refere aquilo que tem efeito ou causa, consequência; negativa ou positiva, permanente ou provisória, reversível ou irreversível. É uma ação ou um conjunto de fatores que podem resultar na modificação do ambiente. O impacto tem dois lados; por exemplo, tratamento de efluentes é um impacto ambiental positivo, assim como projetos de preservação de espaços verdes, como praças em centros urbanos que recebem intervenções com plantação de mudas. Esses são exemplos de impactos positivos.

Um pouco de história

Em meados de 1760, com o início da Revolução Industrial veio a primeira mudança na relação das atividades produtivas e consequentemente de consumo. Muitos impactos ambientais ocorreram em consequência de tantas mudanças, entre elas a migração de trabalhadores para as cidades e as grandes fábricas construídas que passaram a gerar resíduos sem o conhecimento que temos hoje.

Dando um salto nessa linha do tempo, pulamos para a segunda guerra mundial, que teve também forte influência nos históricos impactos ambientais da humanidade.

Chegamos então à década de 1960 quando – após grandes catástrofes ambientais e percepções de mudanças climáticas – notou-se uma espécie de “despertar” para o sistema produtivo e de consumo como sendo parte do problema. 

A partir disso, muitos movimentos mundiais começaram a surgir como forma de trazer outras percepções para as questões ambientais, como conferências mundiais entre chefes de Estado e nações que passaram a perceber que a questão ambiental era algo a ser tratado no contexto mundial.

Para conciliar economia e preservação ambiental foi necessária a percepção sobre recursos finitos e a busca por formas alternativas e sustentáveis de usar desses recursos, de modo que a vida humana na Terra seja possível. Para isso é muito clara a necessidade de equilíbrio de consumo, ressignificando o conceito de impacto ambiental para as questões também socioeconômicas. E ainda, como as novas tecnologia estão diretamente relacionadas às energias limpas para equalizar, conservação da natureza e consumo.

Quanto mais o tempo passa, novas tecnologias surgem e estudos são feitos, ampliando a consciência ambiental que cada vez mais ganha força e espaço no meio científico. Assim, métodos e critérios estão cada vez mais precisos para avaliar os impactos das atividades que exploram recursos naturais como matéria prima.

Mecanismos de avaliação e interpretação desses impactos são cada vez mais instrumentalizados e aprimorados para alcançar o melhor caminho para a sustentabilidade.

Impacto Ambiental Intenso

Dependendo da atividade o impacto pode ser pontual e intenso como é o caso de mineradoras e outros empreendimentos dessa natureza. Outras atividades, como por exemplo indústrias, das mais variadas frentes de atuação, que geram resíduos e efluentes resultantes das atividades fabris – quando não tratados – podem ser também assim classificados; quando causam danos ambientais, seja na atmosfera, na água ou até mesmo no contexto social onde está inserido.

Intensidade Variada

Os impactos de atividades urbanas podem ter intensidade classificada como variada, por exemplo quando há emissão de poluentes. Para ilustrar, podemos citar os danos de combustíveis fósseis provenientes de frotas de veículos.

Para todas as classificações existem órgãos públicos que fiscalizam o cumprimento de leis ambientais pautadas em normas regulatórias estabelecidas para minimizar os impactos negativos, apontando inclusive medidas compensatórias.

Os impactos podem ser ainda diretos ou indiretos; locais, regionais ou globais – e neste caso – entram em ação órgãos internacionais e acordos de âmbito universal, para considerar a garantia de preservação às futuras gerações.

O impacto pode ser também permanente, sazonal, instantâneo, reversível, irreversível, de curto, médio ou longo prazo, bem como pode ser estratégico ou temporário. Cada classificação tem características que são avaliadas e ponderadas para encontrar um modelo sustentável de solucionar a atividade em questão.

No caso da agricultura por exemplo, muitos dos impactos são invisíveis e nocivos à sociedade quando acontece, por exemplo, a contaminação por pesticidas e outros produtos químicos, do solo ou até mesmo de águas subterrâneas. Nesse caso só se identifica o impacto danoso, após a análise ambiental da água ou do solo.

Impacto Ambiental e Humano

Toda e qualquer ação humana causa impacto no meio ambiente. A relação de consumo, a falta de planejamento urbano e o surgimento de novas tecnologias, ainda que pautadas no pilar da sustentabilidade, são exemplos da interferência humana; afinal são mais de 7 bilhões de pessoas no planeta consumindo mais da metade dos recursos naturais disponíveis.

O ser humano precisaria de um planeta Terra e meio para sustentar o estilo de vida da maneira como se dá hoje, ou seja, destruímos mais rápido do que a Terra tem capacidade de se renovar. Mas o fato é que ela tem essa capacidade. Então, viver de maneira sustentável é a única forma de garantir a existência humana na Terra. 

Lixo – dano ambiental ou matéria prima?

O conceito de lixo também tem mudado com o passar do tempo. O lixo, no seu conceito mais antigo é: qualquer coisa que não nos serve mais. Porém nem tudo é descartável, no sentido de inutilizável. Aliás hoje tem muito “lixo” que é matéria prima de muitos negócios. 

O gás metano por exemplo é conhecido por causar sérios danos e o efeito estufa, mas também é uma fonte de energia renovável, quando transformado em “biogás”.

A técnica da compostagem que estimula a decomposição de matéria orgânica, reduzindo o “lixo” que iria para os aterros é um outro exemplo. Seja a compostagem industrial ou residencial.

Reavaliar a relação de consumo é urgente. Nos mais de 5 mil municípios que compõe o Brasil são coletados 240 mil t² de resíduos que são enterrados ou lançados em aterros e lixões a céu aberto. Ou seja, o consumo consciente faz parte desse processo.  

Planeta Água

Apesar de todo o azul que vemos nas imagens que conhecemos do planeta Terra e de ser composto por mais de 90% de água, apenas 2% é água doce e nem 0,5% é potável. Então, investir em tecnologias e recursos para reutilizar água, economizar e tratar são ações inteligentes e necessárias.

Os diversos projetos para reutilização de água da chuva, com possibilidade de filtragem para transformá-la em água potável é também um grande exemplo que, deixar essa água escorrer pelo ralo é um grande desperdício de recurso.

Atualmente no Brasil 85% da população vive em grandes centros. Isso reflete em mais consumo de energia, alimentos, portanto, água.

A água é o recurso natural mais importante para a vida humana e animal. Sem água, sobretudo água limpa, a gente não sobrevive!

Mas, como podemos minimizar nosso impacto?

Podemos e devemos agir de maneira mais sustentável. Para isso precisamos entender um pouco mais sobre desenvolvimento sustentável. Comece reduzindo seu lixo!

  • Tenha uma composteira. Leve a ideia à sua empresa ou condomínio;
  • Separe o lixo reciclável;
  • Mude hábitos de consumo;
  • Se alimente mais de orgânicos e compre menos coisas embaladas.

Toda ação, por menor que seja é extremamente válida. Todos os 4 tópicos são aplicáveis tanto no âmbito residencial quanto comercial, como industrial. 

Agora partindo para uma visão mais macro do que representa “desenvolvimento sustentável”; e aí conectamos com o que foi falado anteriormente sobre impacto socioambiental, é preciso que a cadeia produtiva esteja conectada. Da indústria ao consumidor final.

De acordo com a Comissão Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento da ONU – Organização das Nações Unidas, o conceito de desenvolvimento sustentável se dá quando o cenário supre as necessidades da atual geração e garante a capacidade de atender também às futuras.

Em outras palavras, é garantir que, ainda que uma área seja “explorada”, tenha condições de manter recursos para o bem-estar social e econômico das futuras gerações. Para além disso, o desenvolvimento só é sustentável quando também atende às necessidades locais de onde o recurso está sendo explorado. Ou seja, precisa haver equilíbrio entre o hoje e o amanhã; se não houver força e tempo para se regenerar e equalizar essa área nesse intervalo de tempo entre uma geração e outra, não é sustentável.

A ONU considera que – para ser sustentável – o desenvolvimento socioeconômico precisa se balizar por 6 pilares:
  • Subsistência humana e vida próspera;
  • Segurança alimentar;
  • Segurança da água;
  • Energia limpa;
  • Ecossistemas produtivos e saudáveis;
  • Governança social (sustentável).
E assim se forma a Flor da Sustentabilidade. 
Os recursos naturais são um direito, preservá-los é nosso dever!

A Agenda de Desenvolvimento Sustentável, atualmente chamada de Agenda 2030, traz por meio de diretrizes e ações, as orientações que devem formar trabalhos a fim de corroborar com o desenvolvimento sustentável.

No âmbito residencial é essencial mudar hábitos de consumo, pesquisar sobre marcas e empresas que atuem de maneira sustentável por meio de selos e certificações que atestam o compromisso com o desenvolvimento sustentável; além da já citada reciclagem, compostagem, redução do lixo e reutilização de recursos possíveis.

Já no ambiente corporativo é pautar os valores da empresa – seja de que porte for – operando em conformidade com as diretrizes da comunidade internacional, que traça cenários pautada em dados que buscam uma melhor perspectiva de futuro.

Do ponto de vista da gestão pública, a agenda considera e sugere que sejam implantados incentivos, sejam fiscais ou outros, para encorajar empresas para cada vez mais estabelecer ações sustentáveis. 

A Mérieux NutriSciences aproveita a oportunidade deste conteúdo para reforçar seu compromisso com o desenvolvimento sustentável e a preservação ambiental!

Escrito por

Mérieux NutriSciences

Como parte do Institut Mérieux, a Mérieux NutriSciences é um dos maiores grupos de laboratórios do mundo e se dedica a proteger a saúde dos consumidores, oferecendo uma vasta gama de serviços de análises laboratoriais às empresas e indústrias.

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