Expansão do escopo acreditado ISO 17025: Análises Físico-Químicas

As novas análises físico-químicas integram a expansão do escopo acreditado ISO 17025 concedida pela A2LA ao laboratório de análises de alimentos da Mérieux NutriSciences em São Paulo/SP.

No início de 2021, a American Association for Laboratory Accreditation (A2LA) concedeu ao laboratório de Qualidade e Segurança de Alimentos da Mérieux NutriSciences em São Paulo/SP a ampliação do escopo acreditado para análises químicas e microbiológicas em alimentos conforme norma ISO/IEC 17025.

As novas análises físico-químicas que integram a expansão do escopo, que pode ser consultado de forma completa aqui, são:

  • Testes para a detecção dos alergênicos amêndoa e castanha de caju para alimentos em geral.
  • Determinação de Diquat e Paraquat, em cereais e grãos, por HPLC-MS/MS (high performance liquid chromatography – tandem mass spectrometry)
  • Determinação de Ditiocarbamatos em frutas por GC-MS (gas chromatography – mass spectrometry)
  • Análises de Vitamina C por HPLC-UV (high performance liquid chromatography – ultraviolet) e de Fibra bruta para rações e componentes de ração.

Os testes acima complementam uma ampla lista de análises acreditadas ISO 17025.

A equipe de especialistas da Mérieux NutriSciences trabalha para que os produtos desenvolvidos pelas empresas que contam com suas análises físico-químicas estejam seguros para seus consumidores.

Saiba mais sobre as novas análises físico-químicas que integram nosso escopo acreditado.

 

Alergênicos (Amêndoa e castanha de caju)

Existem alimentos que podem ocasionar alergias alimentares, provocando, portanto, diversos efeitos negativos para a saúde de quem os consome.

As análises deles são feitas para garantir que um ingrediente não rotulado e potencialmente perigoso não entrou no alimento. Elas permitem verificar se isso aconteceu antes e durante o processo de fabricação.

A adição desses alergênicos é relevante, visto que pessoas alérgicas precisam de proteção. Para isso, os fabricantes de alimentos devem rotular seus produtos com uma lista de ingredientes. A RDC 26/2015, instituída pela ANVISA, determina e obriga estes a declarar a presença de amêndoas, como também de castanha de caju.

Muito popular, as pessoas consomem a amêndoa em lanches e em produtos de panificação. A alergia a ela, no entanto, pode ser severa. Isso pode aumentar o perigo e até mesmo, sua possibilidade de ser fatal.

A castanha de caju, no entanto, também é classificada como um alergênico potente. Ela pode causar, em pessoas alérgicas, reações imunológicas graves e sistêmicas. Muitas vezes, essas exigem hospitalização.

Apesar dos riscos, entretanto, seu uso tem aumentado nos últimos anos. É um alimento de alto valor econômico, e amplamente utilizado na nutrição humana. Além disso, em diversas aplicações industriais. É muito apreciada e consumida também como aperitivos. Todavia, é preciso destacar que uma quantidade mínima da castanha de caju pode causar uma reação alérgica severa. Portanto, a correta investigação da sua presença é de extrema importância para a saúde alimentar.

Complementa a lista de alergênicos: Beta-lactoglobulina, Caseína, Ovo, Glúten, Amendoim e Soja.

 

Resíduos de Agroquímicos

Determinação de Diquat e Paraquat por HPLC-MS/MS

Paraquat (PQ) e Diquat (DQ) são compostos utilizados como herbicidas de contato (matam as plantas nas quais são aplicados). Vários países os utilizam em culturas de frutas e vegetais. Comercialmente, PQ e DQ estão disponíveis na forma líquida, isolados ou misturados.

A descoberta como um herbicida ocorreu na década de 50. Foi a partir de 1962, no entanto, que seu uso se difundiu. Efeitos graves a saúde e ao meio ambiente criaram a necessidade do monitoramento de seus resíduos em alimentos. Esses danos estavam relacionados, sobretudo, ao PQ, que acabou banido em vários países. Como resiste muito tempo no meio ambiente, ele pode contaminar águas, visto que é solúvel nesse meio. Também por essa razão, portanto, sua ausência nas matrizes alimentícias se faz necessária.

A exposição ao DQ e PQ pode levar a danos ao fígado, rins e pulmões. No entanto, uma exposição crônica a ele também está relacionada ao aumento do risco de desenvolvimento de doença de Parkinson. Apesar de seus riscos e de ser proibido em países da União Europeia, ele ainda é amplamente utilizado em outros. Seu uso ocorre em diversas culturas, como milho, arroz, batata, entre outros. A Mérieux realiza a investigação desses compostos através de análises físico-químicas em cerais e grãos.

Determinação de Ditiocarbamatos por GC-MS

Os ditiocarbamatos (DTCs) são fungicidas derivados do ácido ditiocarbâmico (Mancobez, Metiram, Tiram e Propinebe são alguns dos ativos pertencentes a esta classe de substâncias). Sua utilização ocorre desde a década de 40 na agricultura. Ela se dá no cultivo de plantas ornamentais, de grama e no tratamento do solo. Com o aumento do seu uso e os riscos à saúde, surgiu a necessidade de analisá-los.

O principal risco associado aos DTCs são os seus produtos de decomposição metabólica. Esses, podem contaminar o meio ambiente. Além disso, sistemas biológicos de animais, plantas e seres humanos. Há estudos que o relacionam a tumor na tireóide de roedores e no fígado de camundongos. Outros, por sua vez, mostram que a exposição contínua de agricultores a DTCs, provoca confusão mental e letargia. Sendo assim, agências reguladoras estabelecem limites máximos permitidos de resíduos destes compostos nos mais diversos alimentos. Esses, variam em função da matriz.

Testes para identificação de DTCs são feitos, principalmente, em frutas e vegetais. Entre eles, podemos citar: mamão, abacate, abacaxi, etc. A legislação brasileira estabelece, porém, limites também para cereais e leguminosas. Além disso, há ainda para o café e outros.

Garantir o não abuso da aplicação dessas substâncias é de grande relevância e de interesse para a saúde pública e para a indústria de alimentos.

Os testes são realizados em uma linha completa de matrizes que inclui cereais, frutas e vegetais. Nelas são detectados mais de 600 tipos diferentes de pesticidas.

 

Vitaminas

Vitamina C por HPLC-UV

A vitamina C tem papel essencial para grandes reações metabólicas no organismo. Após ingerida, participa de diversas ações bioquímicas. Entre suas contribuições estão a melhora do sistema imunológico, da pele e do humor. Além disso, evita também problemas oftalmológicos e derrames. O nutriente conta ainda, com forte ação antioxidante, combatendo os radicais livres.

Entretanto, ela não pode ser sintetizada pelos seres humanos. Portanto, a única maneira de obtê-la é pela alimentação. No Brasil, a Ingestão Diária Recomendada (IDR) é de 60 mg. Estes níveis são facilmente atingidos, contudo, com o consumo de frutas e vegetais frescos. Os concentrados vitamínicos, importante ressaltar, ainda estão restritos devido aos altos preços. Sendo assim, resta para a maioria da população o consumo via alimentos.

A análise de Vitamina C é a mais recente implantada pelo setor da físico-química em São Paulo. Visto a importância desse composto para a saúde humana, e a grande gama de alimentos que o contém em sua composição, optou-se por iniciar os estudos das vitaminas por ela. Posteriormente, haverá a expansão deles para as demais.

Essas análises físico-químicas são feitas em fórmulas infantis, cereais, frutas e em suas polpas, por cromatografia líquida de alta eficiência e detector de ultravioleta.

 

Fibra Bruta

A análise físico-química de fibra bruta é voltada para rações animais, seus componentes e seus subprodutos. Demandas para conhecer o teor de fibra nas rações estão aumentando. No caso de animais monogástricos a fibra é uma parte importante do metabolismo no rúmen. Ela representa a fração que contém celulose, hemicelulose, lignina e suberina dos ingredientes.

A fibra bruta é comumente usada para calcular a qualidade de alimentos de origem vegetal, pressupondo-se que constitui a sua fração menos digestível. Quanto maior o teor de fibra, portanto, menor o teor energético da ração.

O método para fibra bruta se faz submetendo a amostra a uma hidrólise ácida para extração de açúcares e amido. Posteriormente, há uma hidrólise alcalina para extração de proteína. No resíduo desse processo há a secagem e queima para quantificação da fibra bruta com o extrato residual de todos esses processos.

O setor de análises físico-químicas faz o estudo há um ano, no entanto, entrou recentemente no escopo da acreditação A2LA.

 

Para mais informações sobre as análises físico-químicas ou demais serviços, entre em contato conosco!

(11) 5645 4700
alimentos.br@mxns.com

Ou solicite atendimento virtual aqui.

Escrito por

Mérieux NutriSciences

Como parte do Institut Mérieux, a Mérieux NutriSciences é um dos maiores grupos de laboratórios do mundo e se dedica a proteger a saúde dos consumidores, oferecendo uma vasta gama de serviços de análises laboratoriais às empresas e indústrias.

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