Procedimento de Amostra de Análise Ambiental

Você sabia que todo negócio, por menor que seja, de caráter empresarial ou industrial, pode ser autuado por órgãos ambientais, solicitando laudos técnicos da legislação ambiental? Pois é. Seja uma agência de comunicação, uma padaria, um escritório de qualquer atividade – corretora, advocacia, contabilidade – até chegar às grandes indústrias que soltam ativos, efluentes, resíduos ou atmosféricos: todos precisam observar as legislações ambientais. Claro que a amostra de análise ambiental é feita de acordo com cada perfil, mas todos estão passivos a receber a visita da fiscalização.

Isso porque a água do bebedouro pode causar um problema de saúde nas pessoas que trabalham ali. Então, a questão é de saúde pública, para além do impacto ambiental. Por isso foi dito que cada análise tem seu perfil.

Em uma amostra de análise ambiental de água por exemplo, pode ser detectada a presença de bactérias (entre elas, coliformes fecais), metais pesados, micro e macronutrientes, contaminação por agrotóxico, agroquímico e até mesmo se a água está contaminada com radioatividade.

Nos laudos básicos que o Ministério da Saúde pede, por exemplo, para considerar uma água potável, serão analisados todos esses parâmetros e níveis de presença deles na amostra coletada.

Responsabilidade Pública ou Privada

A responsabilidade da qualidade da água do município compete ao governo até a porta de entrada da sua empresa. Ou seja, da porta pra dentro a obrigação legal é da empresa, de monitorar a qualidade e manter os laudos ambientais validados. Se a empresa possuir licença para ter um poço, seu compromisso é ainda maior.

Como fazer a coleta da Amostra de Análise Ambiental?

Você pode contratar uma empresa especializada ou, dependendo da situação, fazer a coleta você mesmo. Porém é muito importante seguir alguns procedimentos como o uso do frasco adequado, higienizado e esterilizado para não correr o risco de contaminar a amostra. A Mérieux Nutrisciences disponibiliza o frasco para retirada em sua unidade de análise ambiental em Campinas ou envia pelo correio de acordo com solicitação prévia. O frasco não tem custo para o cliente, porém quando solicitado o envio pelo correio, a despesa do envio fica a cargo de quem o solicita.

Uma das orientações quanto à coleta da amostra de água por exemplo, é esterilizar a mangueira com álcool deixando a água correr um pouco e somente depois coletar a amostra; se a coleta for feita na torneira, borrifar álcool na saída de água, deixar a água correr por aproximadamente 5 minutos e após esse tempo coletar a amostra.

Fechar o frasco imediatamente e colocar na caixa de isopor com gelo ou nitrogênio líquido é outra orientação básica; isso porque a amostra deve chegar ao laboratório com temperatura entre 0º e 6ºC.

Atenção! É preciso ter muito cuidado com a higienização das mãos para não contaminar o frasco e abri-lo somente na hora de colocar a amostra, para evitar o risco de contaminação pelo próprio ar.

Para cada situação existe um frasco específico com preservantes adequados a cada tipo de parâmetro.

Esses procedimentos são no caso de coleta para consumo. Ou seja, em situações que a amostra solicitada seja para fins de monitoramento, o órgão legislador é outro e já exige que a coleta seja feita por profissionais do laboratório que emitirá o laudo; em outras palavras, quando há necessidade de buscar uma amostra, por exemplo, em um rio ou lago.

Coleta de Resíduo

O laudo de caracterização do resíduo é pautado na NBR 10.004/04 que regulamenta os critérios de classificação de resíduos sólidos. Tal norma estabelece os riscos à saúde humana e passivos à natureza que por ventura apareçam em amostras submetidas as análises ambientais.

Na coleta de resíduo é feita uma análise completa de caracterização; para isso o laboratório precisa de uma amostra com 2 kg do resíduo ou do local onde o mesmo foi descartado, tenha essa amostra características físicas ou químicas. Para a amostra ser representativa e homogênea é necessário que se faça a coleta de vários pontos do local (meio, pontas, cantos).

Nesse caso, a coleta pode ser feita em qualquer recipiente pois não há nenhum tipo de condicionante ou preparo do frasco. Para análise da amostra será simulado no laboratório o que aconteceria com o resíduo no local de descarte.

Resíduos hospitalares ou provenientes de óbitos, humano ou de animais não é a área de atuação da Mérieux Nutrisciences. Portanto destacamos que neste conteúdo estamos pautando especificamente sobre nossa área de atuação, ou seja, indústria e empresas do setor alimentício, bioquímicos, saneamento e bens de consumo, entre outros.

O que faz com que uma amostra não seja acreditada?

Quando a amostra é entregue dentro dos procedimentos já citados, o laudo é acreditado, ainda que com a ressalva de contaminação. Ou seja, se entregou a amostra na temperatura adequada, no frasco correto, dentro do prazo, será validado. Porém, se a mesma chegar ao laboratório fora dos padrões de amostra exigidos, a mesma corre o risco de não ser acreditada.

Quando isso acontece o laboratório informa o cliente que solicitou a análise da amostra e aguarda por 24 horas a resposta se deve continuar o procedimento de análise ou não. Caso não haja resposta o laboratório segue com a análise. Nesses casos, o indicado é que uma nova amostra seja coletada. Pois, se acreditada com a ressalva de contaminação ou se não for acreditada, não há validação legal. Em outras palavras, a empresa com um laudo acreditado com a observação de amostra contaminada ou com um laudo desacreditado pelo órgão regulador, está passivo de multa.

No caso de indústrias que queriam dar outra destinação ao resíduo, que não o descarte, reutilizando-o para outro fim, o Plano Nacional de Resíduos Sólidos tem critérios específicos.

Amostra de Análise Ambiental do Ar

Tudo o que é considerado lançamento atmosférico de caldeira é passivo de análise para medir o impacto ambiental. A CETESB tem intensificado a fiscalização sobre empresas quanto à contaminação do ar.

Qualquer indústria que emita gás atmosférico – seja por chaminé ou extrusora – precisa de um laudo acreditado descriminando tudo o que está sendo “jogado no ar”. No estado de São Paulo, por exemplo, é algo que pode ser cobrado a qualquer momento pela CETESB.

Empresas que fazem abastecimento de “caminhão-combustível” precisam garantir que não estão deixando vazar hidrocarboneto, por exemplo. Todo material particulado na atmosfera cabe análise e autuação do órgão regulador.

Material particulado são partículas do que está sendo queimado na caldeira. A análise de carbono, de ácido sulfúrico (enxofre), de óxido de nitrogênio, fluoreto, dióxido de carbono, enfim, o que vai para o ar e, causa risco de contaminação, vai para o laudo em uma amostra de análise ambiental.

A análise mede também a eficiência da caldeira e do lavador para saber se o mesmo está sendo eficiente. O lavador de gás reduz os poluentes da fumaça. Por isso solta reagentes e o que é liberado é monitorado para ver o nível do que está sendo dissipado na atmosfera.

Um bom exemplo para ilustrar um tipo de análise ambiental do ar é quando você entra em um lugar e sente um cheiro forte de “hospital”. As vezes são partículas de éter que remete ao cheiro “hospitalar”. Ou ainda, quando você sente cheiro forte de gasolina; pode ser excesso de hidrocarboneto (ou outro composto combustível) no ar. A melhora da qualidade do ar em algumas cidades brasileiras que tem sido noticiada, é pautada por análises ambientais deste tipo.

Amostra de Análise Ambiental do Solo

Em uma análise assim é possível detectar macro e micronutrientes, restos mortais, tanto de animais como de seres humanos; bactérias, parasitas e metais pesados como: cromo, cobre, mercúrio e chumbo. Pode ser encontrado ainda a contaminação por pesticidas e agroquímicos, além de identificar a presença de dioxinas e furanos.

Atividades de produção de produtos químicos e agroquímicos costumam solicitar a análise ambiental do solo, mas a verdade é que qualquer pessoa que compre um “pedaço de terra”, por menor que seja, deve solicitar esta análise antes de começar a construir. Isso porque a “varredura do solo” vai indicar se ele está contaminado ou não e com o que.

A importância da Análise Ambiental do Solo

A pessoa que compra uma terra, obra ou imóvel é responsável pelo bem; e se futuramente for detectado que ali havia uma atividade que contaminou o solo, a responsabilidade será do atual proprietário daquele imóvel, e não de quem já passou por ali. Em outras palavras, o passivo ambiental é de quem assina como proprietário do bem, e não necessariamente de quem o contaminou. Ao passo que, se for detectado antes, é possível buscar os meios jurídicos para evitar a responsabilidade pelo passivo ambiental deixado.

Comprou uma fazenda no estado de São Paulo e pretende plantar? Solicite o laudo com os “Valores Orientadores da CETESB”. Adquiriu um terreno e vai construir, seja residencial ou comercial? Solicite o laudo!

Para dar um exemplo prático, uma empresa conseguiu identificar uma contaminação no solo, sugerido inicialmente um odor no ar e posteriormente fazendo uma análise em um pedaço de uma lajota de uma das salas comerciais; detectou uma contaminação que era consequência da atividade anterior que acontecia no local. A ação de contratar o serviço de um laboratório de análise ambiental para emitir o laudo foi essencial para não ter prejuízos financeiros e de saúde dos funcionários.

O INMETRO, por meio da norma 17.025 é o órgão oficial em âmbito nacional para acreditar amostras de análise ambiental, assim como o MAPA – Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Já no âmbito estadual, cada governo tem seu próprio órgão regulador, como por exemplo a CETESB em São Paulo, EMBASA na Bahia, entre outros.

É importante ressaltar que o INMETRO vai acreditar o que o laboratório faz. Em outras palavras, a pessoa ou empresa que solicita uma análise ambiental deve estar atenta aos parâmetros acreditados pelo INMETRO do laboratório para não correr o risco de ter um laudo não acreditado. Assim, se o laboratório não for acreditado em todos os parâmetros necessários para emitir tal laudo, a amostra possivelmente não será acreditada pelo órgão regulador; logo não terá valor legal frente à fiscalização.

Amostra não acreditada

Caso a amostra não seja acreditada, basicamente o órgão não aceita o laudo pra fins de legislação. Ou seja, perde valor frente a uma fiscalização, sendo assim passivo de multa e até mesmo perder a credencial para exercer tal atividade.

Quando uma amostra chega ao laboratório contaminada é avisado que não chegou conforme o padrão exigido e que corre o risco de ter o laudo não acreditado; cabendo nova coleta para análise.

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Escrito por

Mérieux NutriSciences

Como parte do Institut Mérieux, a Mérieux NutriSciences é um dos maiores grupos de laboratórios do mundo e se dedica a proteger a saúde dos consumidores, oferecendo uma vasta gama de serviços de análises laboratoriais às empresas e indústrias.

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